Lídia Jorge

Lídia Jorge

Lídia Jorge nasceu em Boliqueime, Algarve, em 1946. Licenciou-se em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa, tendo sido professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos decisivos em Angola e Moçambique, durante o último período da Guerra Colonial. A publicação do seu primeiro romance, O Dia dos Prodígios (1980) constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da Literatura Portuguesa. Seguiram-se os romances O Cais das Merendas (1982) e Notícia da Cidade Silvestre (1984), ambos distinguidos com o Prémio Literário Cidade de Lisboa. Mas foi com A Costa dos Murmúrios (1988), livro que reflecte a experiência colonial passada em África, que a autora confirmou o seu destacado lugar no panorama das Letras portuguesas. Entre outros romances, conta-se O Vale da Paixão(1998) galardoado com o Prémio Dom Dinis da Fundação da Casa de Mateus, o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa, o Prémio Máxima de Literatura, o Prémio de Ficção do P.E.N. Clube, e em 2000, o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia, Escritor Europeu do Ano. Passados quatro anos, Lídia Jorge publicou O Vento Assobiando nas Gruas (2002), romance que mereceu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Correntes d’Escritas.

A autora publicou ainda três antologias de contos, Marido e Outros Contos (1997) O Belo Adormecido (2003) e “Praça de Londres”(2008), para além das publicações separadas de A Instrumentalina (1992) e O Conto do Nadador(1992). A peça de teatro A Maçon foi levada à cena no Teatro Nacional Dona Maria II, em 1997. O romance A Costa dos Murmúrios foi recentemente adaptado ao Cinema por Margarida Cardoso. Os romances de Lídia Jorge encontram-se traduzidos em diversas línguas. Em 2006, a autora foi distinguida na Alemanha, com a primeira edição do Albatroz, Prémio Internacional de Literatura da Fundação Günter Grass. Na sequência da publicação deste livro, foi-lhe atribuído o Prémio Sociedade Portuguesa de Autores – Millenium BCP, 2007. Em Itália, foi-lhe atribuída a distinção Premio Speciale Giuseppe Acerbi, Scrittura Femmenile. E em França, a Associação dos Psiquiatras franceses atribuiu ao Romance Combateremos a Sombra, publicado em Portugal em 2007, o Prémio Michel Brisset 2008. O seu último livro, A Noite das Mulheres Cantoras, foi apresentado no dia 24 de Março de 2011, por Carlos Reis, na casa Fernando Pessoa.

“O Dia dos Prodígios”, foi adaptado e lavado à cena por Cucha Carvalheiro, no Teatro da Trindade em Lisboa, no Outono de 2010. O mesmo livro mereceu da parte da Câmara Municipal de Loulé uma Exposição biobliográfica acompanhada de um programa de comunicações e conferências. Em 5 de Maio de 2011, a União Latina atribuiu-lhe o Prémio da Latinidade, João Neves da Fontoura, 2011.

Na área da Literatura para a Infância, Lídia Jorge publicou ainda, em 2007 O Grande Voo do Pardal, e em 2010, Romance do Grande Gatão, livros ilustrados respectivamente por Inês de Oliveira e Danuta Wojciechowska.

Em Portugal, à excepção do seu livro de ensaios, Contrato Sentimental, da responsabilidade da Editora Sextante, publicado em 2009, todos os seus livros têm a chancela das Publicações Dom Quixote, Grupo Leya. A agência literária que a representa tem sede em Frankfurt – Literarische Agentur Dr. Ray-Güde Mertin, Inh. Nicole Witt e.K.

Os seus livros encontram-se traduzidos em mais de vinte línguas.

A 26 de Novembro de 2014, foi-lhe atribuído o Prémio Luso-Espanhol da Arte e Cultura concedido pelo Minsterio de Educación, Cultura e Deporte de Espanha e pela Secretaria de Estado da Cultura de Portugal. Em Espanha os seus livros têm sido publicados pelas editoras Alfaguara e Seix-Barral.